• Jório Mesquita

Isso aconteceu e é ruim.


A frase “Isso aconteceu e é ruim” na verdade são duas impressões. A primeira – “Isso aconteceu” – é objetiva. A segunda – “é ruim” – é subjetiva.


O olho que percebe é fraco, o que observa é forte. O olho observador é o que vê simplesmente o que está ali. O olho que percebe vê mais do que está ali.

O olho que observa vê eventos, sem distrações, exageros e erros de

percepção. O olho que percebe vê “obstáculos insuperáveis” ou

“grandes contratempos” ou até apenas “problemas”. Isso traz seus

próprios problemas à tona. O primeiro é útil, o outro não é.


Nas nossas vidas, quantos problemas parecem surgir por aplicarmos julgamentos a coisas que não controlamos, como se houvesse um modo como elas deveriam ser?

Quantas vezes vemos o que pensamos estar ali ou deveria estar, em vez do que realmente está ali? Na PNL, como aprendemos, o mapa não é o território e sim uma representação do que achamos que é.


Equilibrando-nos e controlando nossas emoções, podemos ver as coisas como realmente são. Podemos fazer isso usando o nosso olho observador.

As percepções são o problema. Elas nos dão a “informação” de que não precisamos, exatamente no momento em que seria bem melhor focar no que está logo a nossa frente: O pior que poderia acontecer e imaginamos coisas em demasia.


Tudo sobre nossos cérebros de animais faz encontrar atalhos em busca do agir ou fugir em milésimos de segundos. É como o cérebro de um gato que a noite na calçada vê o farol do carro em sua direção e diz para ele correr porque a coisa pode ficar feia... E o danado muitas vezes foge atravessando a rua adiante do carro.


Este impulso de reação pode ser questionado por nós humanos tendo uma atitude de examinar a ameaça antes de agir, mas para isso é preciso ter força, é como desenvolver um músculo em nosso corpo que nos dará uma vantagem na vida.