• Jório Mesquita

“A base de um cérebro saudável é a bondade, e pode-se treinar isso”

Atualizado: Fev 2


Como coach percebo nas conversas com meus clientes e pessoas que me procuram um alto novel de ansiedade em relação ao momento que vivemos. São histórias que se baseiam em relados de vida que se tornam preocupações e em como administrá-las. A maneira mais eficiente de reduzir esta pressão é desenvolver hábitos saudáveis para acalmar a nossa mente e aumentar a nossa energia para enfrentarmos a nossa realidade. Apresento novamente este artigo do Dr. Richard Davidson, que tem demonstrado cientificamente os benefícios das práticas da meditação. Caso tenha interesse entre em contato para participar dos grupos de desafios para iniciantes em meditação.


Por Ima Sanchís | 27 de março de 2017. Richard Davidson, PhD em neuropsicologia e pesquisador na área de neurociência afetiva Nasci em Nova Iorque e moro em Madison, Wisconsin (EUA), onde sou professor de psicologia e psiquiatria na universidade. A política deve basear-se naquilo que nos une. Só assim poderemos reduzir o sofrimento no mundo. Acredito na gentileza, na ternura e na bondade, mas temos que nos treinar nisso. Eu estava investigando os mecanismos cerebrais ligados à depressão e à ansiedade. …E acabou fundando o Centro de Investigação de Mentes Saudáveis. Quando eu estava no meu segundo ano na Universidade de Harvard, a meditação cruzou o meu caminho e fui para a Índia investigar como treinar a minha mente. Obviamente, meus professores disseram que eu estava ficando louco, mas aquela viagem marcou meu futuro. …E assim que começam as grandes histórias. Descobri que uma mente calma pode produzir bem-estar em qualquer tipo de situação. E quando me dediquei a investigar, por meio da neurociência, quais são as bases para as emoções, fiquei surpreso de ver como as estruturas do cérebro podem mudar em tão somente duas horas. Em duas horas! Hoje podemos medir com precisão. Levamos meditadores ao laboratório; e antes e depois da meditação, tiramos uma amostra de sangue deles para analisar a expressão dos genes. E a expressão dos genes muda? Sim. E vemos como as zonas com inflamação ou com tendência à inflamação tinham uma abrupta redução disso. Foram descobertas muito úteis para tratar a depressão. Contudo, em 1992, conheci o Dalai Lama e minha vida mudou.

Um homem muito encorajador. “Admiro seu trabalho – ele me disse -, mas acho que você está muito centrado no estresse, na ansiedade e na depressão. Nunca pensou em focar suas pesquisas neurocientíficas na gentileza, na ternura e na compaixão?”. Um enfoque sutil e radicalmente distinto. Fiz a promessa ao Dalai Lama de que faria todo o possível para que a gentileza, a ternura e a compaixão estivessem no centro da pesquisa. Palavras jamais citadas em um estudo científico. O que você descobriu? Que há uma diferença substancial entre empatia e compaixão. A empatia é a capacidade de sentir o que sentem os demais. A compaixão é um estado superior. É ter o compromisso e as ferramentas para aliviar o sofrimento. E o que isso tem a ver com o cérebro? Os circuitos neurológicos que levam à empatia ou à compaixão são diferentes.